Sobre a obra
Esta gravura assinada de João Carlos Galvão, apresentada como quadro pronto nas dimensões de 58 × 56 cm e pertencente à edição numerada 9/50, integra o campo de pesquisa construtiva que marca de maneira consistente a trajetória do artista.
A composição é organizada a partir de uma malha ortogonal de módulos quadrados em relevo, dispostos com rigor geométrico sobre o plano. Em cada módulo, segmentos circulares ou incisões lineares estabelecem variações internas, criando uma dinâmica visual baseada em repetição e deslocamento. O que, à primeira vista, parece regularidade absoluta, revela-se como sistema de permutações sutis: cada quadrado contém uma alteração mínima que transforma a leitura do conjunto.
A obra é essencialmente monocromática, construída em tonalidade branca sobre branco, recurso que desloca o foco da cor para a luz. A percepção depende da incidência luminosa, que evidencia as diferenças de plano, as sombras delicadas e o relevo das formas. O resultado é uma superfície que oscila entre desenho e escultura, entre gravura e objeto, ampliando a experiência visual para além da bidimensionalidade tradicional.
O diálogo entre círculo e quadrado — duas formas primordiais da tradição construtiva — é conduzido com precisão. O círculo fragmentado dentro do quadrado sugere tensão entre contenção e expansão, entre ordem estrutural e variação interna. Essa articulação formal aproxima a obra das investigações geométricas do século XX, ao mesmo tempo em que preserva identidade autoral própria.
A apresentação em moldura de madeira natural com amplo passe-partout branco reforça a leitura estrutural da composição e garante respiro adequado à obra, preservando seu caráter silencioso e analítico.
Sobre o artista
João Carlos Galvão nasceu no Rio de Janeiro, em 1941. Iniciou estudos artísticos ainda na infância e, na década de 1960, frequentou a Escola Nacional de Belas Artes. Entre 1967 e 1969, residiu em Paris, onde aprofundou estudos e teve contato com ambientes ligados à abstração geométrica e à arte construída.
Participou das Bienais de São Paulo de 1967, 1973 e 1975, inserindo-se no debate artístico brasileiro em um momento de intensa experimentação formal. A partir dos anos 2000, passou a integrar regularmente a Réalité Nouvelle, em Paris, tradicional salão dedicado à arte abstrata internacional. Sua obra integra coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior.
Sua produção caracteriza-se por organização estrutural rigorosa, pesquisa de módulos, sistemas permutacionais e investigação constante das relações entre forma, ritmo e espaço.
Sobre a Casa da Moldura
A Casa da Moldura atua com curadoria especializada, priorizando autenticidade, procedência documentada e integridade técnica das obras apresentadas. Cada peça é analisada quanto à sua condição material e adequação museológica, assegurando preservação e estabilidade.
Processo de qualidade
A gravura passa por conferência técnica que contempla verificação de assinatura, numeração da edição, integridade do papel e estabilidade do relevo. São utilizados materiais neutros e livres de ácido no acondicionamento, respeitando padrões adequados à conservação de obras em papel.
Processo de embalagem
O envio é realizado com proteção estruturada em múltiplas camadas, isolamento contra impacto e controle de umidade, garantindo segurança durante o transporte.
Prazo de envio
Por tratar-se de quadro pronto, o envio ocorre após conferência curatorial e preparação logística, garantindo segurança total durante o transporte.
